recuerdos de Madureira

. o curso de inglês do CCAA que levei oito anos para terminar (e cujo último semestre fiz no Méier);

. os saudosos cinemas:

Madureira 1 e 2 – onde vi King Kong (o de 1976), Star Wars, Superman I, II (onde encontrei uma colega do inglês que era a cara da atriz Beth Goulart e pela qual eu era a fim, mas nunca ficamos), III (o pior filme da minha vida até eu ver Highlander II em Londres), Os Caçadores da Arca Perdida, Batman (o primeiro com Michael Keaton, com a sala tão lotada que assisti sentado num degrau), Rocky II (só fui ver o primeiro na íntegra há pouco tempo, no streaming), com direito a uma briga de socos entre dois rapazes no fim do filme, de rolar os degraus da sala enorme. Fui barrado em Hair e Blade Runner (que tinham censura 18 anos), mesmo com uma carteira de estudante pessimamente falsificada. Também vi Galactica – Astronave de Combate (do tempo em que os pilotos de séries de TV de scifi passavam no cinema). E ainda: O Exterminador do Futuro (eu tinha visto o cartaz na saída da exibição de Superman II e lembro que fiquei muito empolgado para ver) e Muito Além do Jardim, que fui esperando ser uma comédia e saí de lá em depressão. Outros que me marcaram: O Céu Pode Esperar (a versão com Warren Beatty) e Os Embalos de Sábado à Noite. O primeiro filme que vi nele foi a animação Robin Hood, da Disney; não lembro qual foi o último.

. Astor – falando em pilotos de séries, foi onde vi Buck Rogers no Século 25;

. o cinema na frente do CCAA de cujo nome não lembro mais e onde só vi um filme: Piranha 2 – Assassinas Voadoras, de um cara chamado James Cameron.

. Art Madureira – onde vi um dos primeiros filmes sozinho, Kramer versus Kramer. Também lembro de ter visto ali Inocência (e de ler nos jornais um anúncio imenso da rede Art, dizendo que dali em diante exibiram todos os filmes de Walter Lima Jr. Até hoje não sei se de fato fizeram isso, mas espero que sim.)

. havia mais cinemas em Madureira. Hoje não existe nenhum.

. Toda vez que ouço a canção de Arlindo Cruz, choro. Não volto a Madureira há uns trinta e cinco anos. Não pretendo voltar: impossível retornar ao que não existe mais.

(dedicado ao amigo Sylvio Gonçalves, que despertou essas lembranças através dessa foto e de um post no Facebook)

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2 comentários sobre “recuerdos de Madureira

  1. Caramba, Fábio. Bateu uma nostalgia enorme.
    Sou de uma geração posterior a sua, mas sou nascido e criado em Madureira. Passei minha infância e adolescência frequentando o Madureira 1 e 2, e também um outro menor, que chamávamos de Madureira 3.
    Vi muitos filmes do Van Damme lá… rs
    Infelizmente, não sou da época da trilogia original de Star Wars, cresci assitindo na TV e VHS, mas o Episódio I já tive que assistir no Madureira Shopping.

    Nem queira voltar a Madureira, o bairro está dominado por Igrejas Evangélicas e seus seguidores.

    Um abraço, e continue seu excelete trabalho!

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