Dizer que o ano que passou foi muito movimentado é um clichê sem tamanho – mas foi assim. Além das traduções (três volumes de O Livro do Novo Sol, a monumental obra de Gene Wolfe), assumi no segundo semestre a função de coordenador do curso de Jornalismo da PUC-SP, um cargo que requer muito trabalho e cuidado, e que tomou a maior parte do meu tempo, tanto que perdi o pé e acabei não postando aqui a minha lista mensal de filmes assistidos (estou pensando em postar tudo de uma vez só, uma grande lista anual, mas não prometo nada).
Com relação a filmes, começo 2026 com uma boa notícia: estou publicando resenhas na Revista Pós-Créditos, uma publicação bacanérrima que descobri recentemente graças ao amigo Gabriel Carneiro, que foi um dos seus editores. Nas palavras do editor-chefe Álvaro André Zeini Cruz,
Pós-créditos é uma revista online dedicada à crítica de cinema, televisão e outros audiovisuais. Nasceu realizada por discentes dos cursos de Multimeios e Midialogia da UNICAMP, mas hoje é mantida de forma independente, com publicação em fluxo contínuo.
Publiquei até o momento dois textos lá. Um sobre ANDOR, a série de Star Wars, que é a tradução do texto publicado originalmente em inglês na revista marxista britânica Red Futures. O outro, escrito especialmente para a Pós-Créditos, trata da série PLURIBUS, que vi na Apple +. Já estou escrevendo mais um texto, desta vez sobre cinema. E mais novidades virão até o mês que vem, mas sobre isso eu posto depois.
Também participei de nada menos que quatro podcasts nesses primeiros dias do ano. Dois deles ainda não foram ao ar, mas os outros dois já podem ser acessados. O primeiro é o especial Fisher e os Fisherianos, do excelente Crise Crise Crise, do comparsa Amauri Gonzo. Neste link você pode acessar a página que leva tanto à versão em áudio no Spotify quanto à live em vídeo no YouTube da editora Autonomia Literária.
O segundo na verdade é uma live em vídeo somente, no meu canal Terra Incógnita, justamente sobre Mark Fisher e o curso que estou preparando na educação continuada da PUC-SP sobre ele. MARK FISHER: PENSADOR DA CULTURA POP pretende tratar das chamadas Aulas Perdidas de Mark Fisher, ou seja, as dez aulas que faltaram de seu curso na Goldsmiths University de Londres entre 2016 e 2017. As cinco primeiras do conjunto original de quinze foram transcritas e publicadas. Eu as traduzi para o português brasileiro pela editora Autonomia Literária sob o título Desejo Pós-Capitalista: Últimas Aulas. Estamos partindo do programa do curso para elaborar nossa visão do que poderiam ter sido as aulas restantes, sob uma perspectiva fisheriana sim, mas também bem Sul Global, bem brasileira.
Ainda estou mais ou menos de férias da universidade. Isso é relativo, porque sigo estudando e preparando aulas, tanto as da graduação quanto as do curso de Fisher. E vendo filmes e lendo livros. A ideia é postar mais por aqui em 2026. Oremos.
