Acabo de ver nas redes que a escritora Nicola Griffith (autora de Ammonite e Hild, entre outros livros de impacto profundo na ficção científica e histórica) vai entrar para o Hall da Fama da Ficção Científica e Fantasia do Museum of Popular Culture de Seattle. É uma tremenda honra e um tremendo museu (estive lá em 2013), e Nicola vai receber a honraria junto com outra gigante, Nnedi Okorafor, mais conhecida do público brasileiro.
Lendo a respeito no blog dela, dou de cara com a seguinte citação que ela faz de outro homenageado de anos atrás, ninguém menos que William Gibson:
Eu sou nativo da FC, mas não um residente.
Hoje mesmo, conversando com minha mulher sobre o impacto que foi o filme Fausto Fawcett na cabeça (mais sobre isso em outro post), eu falava sobre como a ficção científica é algo que faz parte da minha vida (e eu faço parte da ficção científica, Patrícia acrescentou), mas que não é tudo. Ainda tenho muito chão a percorrer nesse país, mas cada vez mais tenho me aventurado por outros territórios, inclusive o da não-ficção, em que tenho pelo menos dois livros planejados até 2026. Gibson, sempre elegante, resumiu muito bem aquilo que eu penso e sinto: sou nativo desse país literalmente fantástico que é a ficção científica e não moro mais nele em tempo integral. Mas ostento com orgulho meu passaporte.
